Academia, 7 da manhã. Um calor de matar e o professor gritando "Vamo lá! Chega de moleza! Pedala mais rápido! Mexe essa banhaaa!". E as tiazinhas nas bicicletas reclamando que o ventilador não dava conta daquele calor todo.
Almoço, meio-dia e meia. Um calor de matar de novo e o ventilador do restaurante gira muito muito devagar, dando um clima de bar mexicano calorento de filme. Quase dá pra ver as mosquinhas pousando no bigodão de um sujeito mal-encarado segurando uma pistola no balcão.
Daí que me deu vontade de ir ali girar a pá do maldito ventilador sozinha, só para ele sair daquela lerdeza e servir para alguma coisa. E... epa! Lembrei da academia. É meio ridículo a gente ficar pedalando na bicicleta sem sair do lugar, né? Daí que se a energia gasta pedalando não gera movimento da gente, bem que podia girar as pás do ventilador! E com um pouco mais de engenhosidade, a energia gerada pelas tiazinhas suarentas poderia abastecer a rede elétrica, e iluminar a sala ou fazer funcionar as esteiras lá do outro lado.
É claro que o abastecimento de energia elétrica do recinto não poderia depender só de quem tá ali pedalando, porque dificilmente seria suficiente. Mas isso podia ajudar a economizar. E acho até que daria um efeito psicológico bem bacana: quanto mais você pedala, mais energia produz e mais o ventilador gira, te deixando mais fresquinho para pedalar ainda mais. E o professor: "Tá com calor? Então pedaaalaaa essa perna goooorda!"
Eu seria uma hamster feliz.
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terça-feira, 11 de dezembro de 2007
Hamsters
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